Título: Pornólogos
I - Ragionamenti - Diálogo
das Cortesãs Autor: Pietro Aretino Tradução: José
Manoel Bertolote Gênero: Literatura Erótica Coleção: Humanismo
Libertino Ano: 2006 Edição:
1ª Nº de páginas:
141 Formato: 12,5 X 21cm Acabamento:
Brochura ISBN: 8598927074 Ilustrações de época
Preço: R$29,00
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O livro
A obra de Pietro Aretino que veio a ser universalmente conhecida
como Ragionamento - é considerada como um dos pontos
culminantes da literatura erótica de todos os tempos.
Trata-se de duas obras independentes, publicadas em dois
volumes, em 1534 e 1536, respectivamente, porem ligadas
pelo tema, pelo estilo e pelas protagonistas, que a Editora
Degustar apresenta sob o título comum de Pornólogos.
A primeira delas, intitulada
Ragionamento della Nanna e della Antonia, é aqui
traduzida como "Tertúlia entre Nanna e Antonia",
consiste em três dias de um bate-papo entre Nanna
- uma rica prostituta já aposentada - e Antonia,
sua amiga - uma pobre prostituta também aposentada,
a respeito da melhor ocupação para Pippa,
filha da primeira, então com 17 anos: freira, puta
ou dona de casa? Nanna solicita a opinião de Antonia,
que lhe pede que relate sua experiência pessoal prévia
como... freira, mulher casada e cortesã. Com base
nesse relato, Antonia conclui que a melhor opção
é fazer de Pippa uma cortesã.
Pietro Aretino, assíduo
freqüentador da corte do Papa, consegue a proeza de
descrever as maiores obscenidades, as maiores sacanagens
sem empregar palavrões numa linguagem elegantíssima.
Segundo Apollinaire,
Aretino influenciou o Marquês de Sade, Musset, Rabelais
e Molière, e é reconhecidamente o mais importante
escritor erótico da Renascença.
O
autor
Pietro Aretino (1492-1556) nasceu em 1492 em Arezzo, filho
de um sapateiro e de uma modelo de pintores, e faleceu em
Veneza, em 1556. Aos dezoito anos foi para Roma, onde se
insinuou na corte papal e, com a morte de Leão X,
seu amigo Giulio dei Médicis foi eleito papa Clemente
VII e se tornou seu protetor. Em 1525, em virtude dos escritos
satíricos contra vários notáveis da
época, foi emboscado e esfaqueado, mas sobreviveu.
Como Clemente VII abafou o caso, Aretino partiu para Arezzo,
onde seu amigo Giovanni dei Médici, alcunhado "Grande
Diabo", o apresentou ao rei Francisco I, de França,
com o qual passou a compartilhar batalhas e orgias. Em 1527
se mudou para Veneza, onde, passou os últimos anos
de sua vida num luxuosíssimo palácio no Grande
Canal, decorado por Tintoretto e Giorgione. Aí, Aretino
vivia em meio a obras de arte, cercado por suas "Aretinas"
(inúmeras concubinas), seu secretário - de
quem era muito próximo, em todos os sentidos - e
sempre com um macaquinho de estimação, símbolo
de grande riqueza, na época. Invariavelmente se apresentava
com um colar de ouro que pesava mais de quatro quilos, presente
de Francisco I, e decorado de ponta a ponta com lingüinhas
de vermeil.
Sua carreira sofreu
uma notável mudança de rumo a partir do momento
em que escreveu um falso testamento do Papa Leão
X, no qual legava os genitais do seu elefante de estimação
(Hanno) a um de seus cardeais. Aretino se autodenominava
"Divino", "Flagelo dos Príncipes"
e "Verídico". É reconhecidamente
o mais importante escritor erótico (e pornográfico)
da Renascença. Dele diz-se que inventou, logo depois
da imprensa, a imprensa de opinião, a imprensa de
investigação e a imprensa de chantagem. Sua
pena satírica, mordaz e devastadora era tão
temida, que havia quem lhe pagasse só para não
ter nada escrito por ele.